Tio Rudi, 1965Gerhard Richter
Óleo sobre tela
87 x 50 cm
"Mas quando nada subsiste de um passado antigo, depois da morte dos seres, depois da destruição das coisas, sozinhos, mais frágeis porém mais vivazes, mais imateriais, mais persistentes, mais fiéis, o aroma e o sabor permanecem ainda por muito tempo, como almas, chamando-se, ouvindo, esperando, sobre as ruínas de tudo o mais, levando sem se submeterem, sobre suas gotículas quase impalpáveis, o imenso edifício das recordações".
Para recuperar o passado, "todos os esforços de nossa inteligência são inúteis. Ele (...) está escondido em algum objeto material (na sensação que nos daria esse objeto material) de que não suspeitamos (...)"
Marcel Proust
2 comentários:
Acho que você não deve abandonar o Proust, se alguém deu uma visão semiótica, você pode dar uma visão fenomenológica ou nem tanto teórica, simplismente pessoal, o que já é muito quando bem feita.
Obrigada Vax, o Nardin tb havia me dito que essas discussões poderiam ter parâmetros da fenomenologia, ainda não entrei por esse viés mas certeza que levarei em conta quando os estudos estiverem um pouco mais avançados. Por hora ainda estou na temporada de caça (só resta saber quem é caça e quem é caçador). Bjos
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